30 anos de segurança imaginária

Tempos atrás, visitei o escritório de advocacia de um amigo. Marcamos para almoçar. Não nos víamos há pelo 15 anos e eu sequer fazia ideia do rumo profissional que ele havia tomado. Ele, contudo, parecia bem mais atualizado sobre mim. Motivo pelo qual fez questão de me apresentar sua sala de segurança.

Um cubículo protegido por uma porta de duas camadas e um cadeado gigante. Dentro, uma mesa com dois computadores e dois no-breaks. Sem cabo de rede, sem wifi, sem conexão à internet e apenas os advogados mais graduados tinham a chave. Com orgulho, ele olhou para mim e disse: estes dois computadores, aqui, nem você consegue ter acesso aos dados.

Ri muito.

Não pela ingenuidade, mas sobretudo pela situação engraçada de ele ter procurado saber com que eu trabalhava e ter feito esse pequeno desafio. Na hora do almoço, ele não riu tanto quanto eu. Principalmente quando entendeu que a noção de proteger arquivos e documentos vai muito além de uma ausência de conexão à internet.

Leia a análise completa no JOTA.